O corpo da alma ou por dentro da carne

Me peguei pensando em nossos corpos. Sim, corpos. Suados, nus, a dança bonita de pernas e braços, os pêlos a raspar nas coxas, barriga, rosto.
Te quero tanto. É simples o que digo.
Quando você está dentro de mim, sinto como se peixes errassem nas minhas veias. E nem todos os romances do mundo conseguiriam explicar o meu calor no meio das pernas.
Como explicar o modo com que me penetras em corpo e me atinges com lenta delicadeza o coração? Ao mesmo tempo. Tudo-junto. Música melodiosa: eu-mais-você.
Não consigo achar um jeito melhor de falar de amor a não ser o fazendo tão bem.
Ter você grudado a mim, interligado a mim por um órgão que pulsa, que jorra, que pede e que depois se derrama e adormece ainda dentro de mim é o mais perto que eu já consegui chegar do amor.
O corpo da alma é menos carne e mais coração cada vez mais.

[foto de Cartier Bresson]

(o texto era pra ser maior, mas de repente eu só queria dizer que.)

4 comentários

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Te segredar uma coisa: A meu amor, começou da carne, apenas dela. Sentia exatamente o que você descreveu. Agora meu amor é pleno. É forte. É de coração

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